Projetos

Diversidade e Evolução Morfológica em Pterossauros (2501/2011)

Tropeognathus foto com line

Pterossauros são um grupo de répteis voadores Mesozoicos e, deste modo, conhecidos apenas por seu registro fóssil. Seu esqueleto é exemplo da primeira adaptação dos vertebrados ao voo batido, com modificações tais como presença de uma membrana alar, ossos pneumáticos, esterno bem desenvolvido e um sistema de sacos aéreos. No entanto, muitos estudos abordando a morfologia do grupo são pontuais, sem analisar a variação destas estruturas em um contexto evolutivo. O presente projeto de pesquisa visa, portanto, sanar parte destes problemas. Serão abordados temas como descrições morfológicas e taxonômicas de novos exemplares, variações anatômicas, variações ontogenéticas e tendência ao gigantismo. Embora trabalhos descritivos de fósseis de pterossauros sejam comuns, são raros os estudos que revisem o registro da variação morfológica observada em um contexto evolutivo do grupo como um todo. Mesmo a existência de variação ontogenética ainda não é completamente compreendida e os poucos estudos realizados contemplam apenas uma minoria das espécies descritas. Portanto, o projeto de pesquisa aqui proposto visa cobrir parte destas deficiências. Além da contribuição acadêmica ao conhecimento de pterossauros, pretende-se, através deste projeto, fundar um núcleo de pesquisas em paleontologia de vertebrados em Alegre, o primeiro do tipo no Espírito Santo.

Coordenadora: Dra. Taissa Rodrigues

Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). Programa Primeiros Projetos (PPP). Valor: R$ 16.988,00.

Pterossauros no século XXI: análise de estruturas intracranianas de Pterodactylus por tomografia computadorizada (3922/2012)

DSC04161O presente projeto de pesquisa visa estudar estruturas intracranianas em répteis voadores (Pterosauria) do gênero Pterodactylus – encéfalo e ouvidos médio e interno – através da aplicação de técnicas de tomografia computadorizada. Em Paleontologia, historicamente a observação de estruturas intracranianas, como a morfologia do encéfalo, tem sido realizada com base 1. na preservação natural de moldes intracranianos ou 2. através da serragem dos fósseis para expor a caixa craniana. No entanto, estes dois métodos são pouco desejáveis. A preservação natural de moldes consiste em um evento bastante raro e, ainda assim, os moldes podem não representar fielmente as estruturas cranianas, mas uma porção maior da caixa craniana. Já no segundo caso, ocorre a destruição parcial dos fósseis, os quais, a maioria das vezes, são conhecidos por um único ou por poucos exemplares. As técnicas de tomografia computadorizada caracterizam-se, desta forma, como uma alternativa bastante atraente, por serem não-invasivas e não-destrutivas. Nos últimos anos, o número de trabalhos utilizando tomografias computadorizadas tem tomado relevo na literatura especializada, cabendo destaque a publicações no prestigioso periódico Nature. No entanto, na grande maioria dos trabalhos publicados valendo-se desta técnica foram explorados crocodilianos (tanto fósseis como recentes) ou dinossauros (inclusive aves). Somente um trabalho foi realizado, até o momento, com pterossauros – foram tomografados os gêneros Rhamphorhynchus e Anhanguera (um exemplar de cada). Há, assim, uma grande lacuna a ser explorada. Portanto, o presente projeto visa ao estudo de Pterodactylus, gênero filogeneticamente intermediário aos dois já estudados.

Coordenadora: Dra. Taissa Rodrigues

Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). Edital Universal. Valor: R$ 44.750,00.