Revista Universidade

O mais recente número da Revista Universidade, da UFES, trouxe uma reportagem sobre nosso trabalho e também uma curta entrevista com o presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia, prof. Max Langer. Agradecemos à jornalista Maíra Mendonça pela divulgação. Clique nas fotos para visualizar em tamanho maior.

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Viagem à China

Neste mês de março, tivemos a oportunidade de visitar o Laboratório de Evolução dos Vertebrados e Origens Humanas do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia (IVPP) em Pequim, na China, dando prosseguimento à nossa colaboração com o Dr. Wang Xiaolin, Dr. Cheng Xin e Jiang Shunxing em pesquisas envolvendo novas descobertas de pterossauros de depósitos da China.

O Dr. Cheng Xin virá ao Brasil neste mês para fazer seu pós-doutoramento no Museu Nacional / UFRJ. Já o Dr. Wang Xiaolin, líder do grupo de pesquisa em pterossauros no IVPP, estará no Rio de Janeiro em maio para assumir sua vaga como membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.

Um dos trabalhos feitos em colaboração com nossos colegas chineses será submetido para apreciação ao volume especial de pterossauros do periódico Historical Biology, a ser publicado no primeiro número de 2015. O periódico está recebendo contribuições a este volume até o final de Abril.

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Pterossauro traficado… de novo

2013 foi um ano muito proveitoso, com dois projetos de pesquisa em pleno desenvolvimento e nossa participação no XXIII Congresso Brasileiro de Paleontologia, 73 rd SVP Meeting, Paleo RJ-ES, e em eventos de extensão como a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Começamos 2014 com muito trabalho e disposição, participando de uma reunião para apreciar a minuta de portaria do DNPM para regulamentar os pedidos de extração de fósseis no Brasil.

Mas qual não foi a nossa surpresa ao nos depararmos, esta semana, com a notícia da venda de uma pterossauro no brasileiro, certamente fruto de tráfico, no EBay? A repórter Paloma Oliveto recebeu uma denúncia e fez duas reportagens muito boas, publicadas nos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. O que para nós já se tornou comum, para ela foi uma grande surpresa:

Loja francesa faz leilão de fóssil brasileiro no Ebay

Fósseis brasileiros estão à mercê da sorte

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Rumo a Gramado!

Oba! Nosso grupo de trabalho teve seus seis resumos aceitos para apresentação no XXIII Congresso Brasileiro de Paleontologia! Parabéns Ana Clara, Fabiana, Maria e Sabrina!

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Junho: fomos à Alemanha!

Entre os dias 17 e 28 de junho, tivemos a oportunidade de ir a instituições de pesquisa na Alemanha para coletar dados para os projetos “Pterossauros no século XXI: análise de estruturas intracranianas de Pterodactylus por tomografia computadorizada” e “Diversidade e evolução morfológica em pterossauros”, ambos apoiados pela FAPES.

A professora Taissa teve a oportunidade de visitar, novamente, a coleção de pterossauros do Jura Museum, na cidade de Eichstätt, sob a curadoria da Martina Kölbl-Ebert.

Em Munique, encontramos nossos colaboradores e amigos Oliver Rauhut, Adriana López-Arbarello, Richard Butler e Martín Ezcurra, além de conhecer os novos membros do grupo de pesquisas em Vertebrados Mesozoicos da Bayerishe Staatssammlung für Paläontologie und Geologie . O Dr. Oliver Rauhut, além de emprestar importantes holótipos para transporte e tomografia em outras cidades, gentilmente nos mostrou a mais recente aquisição da coleção de pterossauros, um belíssimo exemplar de Ctenochasma da Formação Mörsheim. Claro, o belo dia de verão foi encerrado com um churrasco teuto-argentino, para comemorar o reencontro.

ImagemSala do Oliver na Bayerische Staatssammlung für Paläontologie und Geologie

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Churrasco de comemoração do projeto na casa dos Rauhut

Em Berlim, tivemos o prazer de trabalhar com nossos colaboradores Gabriela Sobral (por sinal, ela é a idealizadora do projeto de tomografia) e seu orientador, Dr. Johannes Müller. Graças aos esforços deste pesquisador, o Museum für Naturkunde possui um moderno micro-tomógrafo de raios-x Nanotom. Nele, foram tomografados exemplares de tamanhos menores, como vértebras. Também fomos convidados a dar uma palestra sobre pterossauros e sobre nosso projeto em conjunto.

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Gabi Sobral apresenta o Nanotom

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Analisando os resultados da primeira tomografia

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Apresentando a palestra “Pterosaur diversity and the use of modern techniques in their study”

Em Bonn, comparecemos ao Steinmann Institut für Geologie, Mineralogie und Paläontologie, onde tomografamos dois exemplares de Pterodactylus em um outro tomógrafo de raios-x, V|tome|X, o qual comporta espécimes maiores do que o tomógrafo de Berlim.

Além de consistirem em importantes parcerias com instituições alemãs, os resultados destas tomografias serão alvo do trabalho de conclusão de curso de dois alunos de graduação do CCA-UFES, Evellyn e Richard, além de contribuir importantes dados à tese de doutorado da Gabriela (bolsista CAPES/DAAD), sobre a evolução da audição em répteis.

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Grande diversidade de répteis voadores na Inglaterra, 110 milhões de anos atrás

Os paleontólogos brasileiros Taissa Rodrigues, da Universidade Federal do Espírito Santo, e Alexander W. A. Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acabaram de publicar a revisão mais extensa disponível dos pterossauros com dentes do Cretáceo da Inglaterra. O estudo apresenta informações taxonômicas detalhadas, diagnoses e fotografias de 30 espécies e foi publicado no periódico científico de acesso livre ZooKeys.

Os pterossauros do Cretáceo da Inglaterra foram primeiramente descritos pelos naturalistas britânicos Richard Owen e Harry Seeley no século XIX, quando pouco se conhecia sobre a diversidade do grupo, o que resultou na descrição de dezenas de espécies, todas baseadas em restos muito fragmentários, representados, principalmente, pelas pontas dos bicos destes animais. No entanto, fósseis de pterossauros descobertos mais recentemente abriram uma discussão a respeito de sua diversidade.

Os resultados demonstram que estes pterossauros possuíam uma diversidade impressionante em suas aparências. Algumas espécies possuíam cristas cranianas de diferentes tamanhos e formatos, enquanto outras não tinham nenhuma. A maioria possuía grandes dentes na ponta de seus bicos e se alimentava de peixes, mas outros possuíam dentes menores, o que sugere que tinham preferências alimentares diferentes. Os paleontólogos foram capazes de identificar 14 espécies diferentes, pertencendo a pelo menos cinco gêneros, demonstrando uma diversidade muito maior do que o que se acreditava anteriormente.

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  • Fig. 1: Os holótipos das espécies reconhecidas como válidas pelos pesquisadores, colocadas em uma mesma escala, ilustram quão diversificada era esta fauna de pterossauros. (Créditos: Taissa Rodrigues & NHMUK PV 39412, NHMUK PV R 1822, NHMUK PV 39409 e NHMUK PV 43074 – Natural History Museum)

A maioria destes fósseis foi encontrada em um depósito conhecido como Cambridge Greensand, localizado na porção leste da Inglaterra. Esta unidade, uma das mais importantes do mundo para o estudo dos répteis voadores, consiste em um registro de um ambiente marinho pretérito, onde ossos que já se encontravam fossilizados e soterrados foram erodidos, expostos ao intemperismo, e soterrados novamente. Ciclos de erosão e soterramento devem ter ocorrido durante vários anos. Devido a esta peculiaridade, a assembleia de pterossauros deste depósito provavelmente apresenta uma mistura temporal de faunas, o que explicaria a alta diversidade encontrada.

Outra descoberta foi que estes répteis voadores da Inglaterra são aparentados de espécies encontrados no nordeste do Brasil e no leste da China. De acordo com a professora Taissa Rodrigues, “Isto é muito interessante, especialmente porque os continentes já haviam se separado. Se estes animais fossem migratórios, nós teríamos encontrado as mesmas espécies em todos estes depósitos.” No entanto, os cientistas descobriram que a Inglaterra, Brasil e China tinham suas próprias espécies e gêneros.

Análise dos fósseis de outros continentes demonstrou que este grupo de pterossauros já se encontrava bem distribuído em todo o planeta há 110 milhões de anos atrás, e devem ter sido importantes elementos faunísticos neste momento do Cretáceo, sendo competidores das primeiras aves, até sua misteriosa extinção alguns milhões de anos depois.

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  • Fig. 2: Este mapa mostra como os continentes estavam posicionados durante o meio do período Cretáceo. (Crédito: Ron Blakey, Colorado plateau Geosystems)

Artigo original:

Rodrigues T, Kellner AWA (2013) Taxonomic review of the Ornithocheirus complex (Pterosauria) from the Cretaceous of England. ZooKeys 308: 1–112. doi: 10.3897/zookeys.308.5559

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Simpósio Internacional sobre Pterossauros

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Finalmente, após 3 anos de espera, nesta semana ocorrerá o Simpósio Internacional sobre Pterossauros, no Museu Nacional, Rio de Janeiro, seguindo os eventos organizados em Pequim e em Munique, dos quais também participamos.

O simpósio contará com três mesas-redondas: sobre Ontogenia e Reprodução, Sistemática e Filogenia, e Novas Técnicas para o Estudo dos Pterossauros. Além disso, um total de 42 trabalhos serão apresentados em sessões orais e pôster, e publicados sob a forma de resumos completos em um livro. Para coroar a programação do simpósio, os pesquisadores poderão estudar o material depositado no Rio de Janeiro e participar de uma saída de campo para visitar afloramentos do Grupo Santana, um dos mais importantes do mundo!

Nosso núcleo de estudos será representado pela professora Taissa e pela aluna Maria Emília, e irá apresentar os resultados finais do trabalho de iniciação científica da Sabrina. Estamos muito animadas!

Para mais informações sobre o simpósio, basta visitar o site http://www.museunacional.ufrj.br/riopterosaur/

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